terça-feira, 15 de janeiro de 2013

'Prevenir tombos é a melhor forma de proteger seu Gorilla Glass', diz Corning

Ouvir a Corning, fabricante do Gorilla Glass, não é uma tarefa das mais fáceis. Ao longo dos últimos meses foram muitas tentativas sem sucesso. Mas durante a CES 2013, realizada em Las Vegas (EUA) na última semana, não teve jeito: sem saída, a empresa respondeu às nossas perguntas sobre o famoso e polêmico vidrinho que cobre (e supostamente protege) os melhores tablets e smartphones do mercado.
Em seu stand, a Corning fazia, de hora em hora, demonstrações do poder e da resistência de sua tecnologia e as melhorias conseguidas com o Gorilla Glass, já em sua terceira geração. Entre gráficos e números que mostravam na frieza dos dados como a GG3 era durona, o que convencia os presentes era mesmo os testes práticos de esforço. Atacada por pesadas bolas de aço, que rolavam nas mais diversas alturas e variadas velocidades, a telinha resistia bravamente.
Gorilla Glass (Foto: Fabrício Vitorino / TechTudo)Gorilla Glass (Foto: Fabrício Vitorino / TechTudo)
Em um display, uma escala comparava uma tela de vidro normal, o Gorilla Glass 2 e sua terceira geração. Aparentemente a evolução é significativa, mas queríamos saber qual era o limite para que a Gorilla Glass deixasse de ser uma poderosa tela e acabasse virando um mero pedaço de vidro trincado.
"Essencialmente o que as pessoas devem saber é que, por mais resistente que seja, a Gorilla Glass ainda é um vidro. Ele é feito para resistir, mas eventualmente vai riscar ou quebrar. Para tudo há um limite", explica Marcia Chapman, relações públicas da Corning. Acompanhada de um engenheiro da empresa, a porta-voz do grupo explicava que os processos químicos a que são submetidos os produtos se aprimoram cada vez mais, e isso se traduz em resistência e durabilidade para o usuário.
Comparativo de resistência entre vidro normal e as gerações do Gorilla Glass (Foto: Fabrício Vitorino / TechTudo)Comparativo de resistência entre vidro normal e as gerações do Gorilla Glass (Foto: Fabrício Vitorino / TechTudo)
O problema, segundo Marcia, é a engenharia dos produtos finais. "Alguns deles são curtos, têm ângulos ou encaixes que podem aumentar ou diminuir a estabilidade do Gorilla Glass. É por isso que alguns aparelhos têm suas telas trincadas ou quebradas com maior facilidade", explica, se esquivando ao ser perguntada se o Galaxy S3 é um desses aparelhos críticos. "Nós não podemos falar em nome de outros fabricantes sobre seus produtos".

Ainda sobre o S3, a porta-voz da empresa diz duvidar muito que a Samsung esteja fabricando aparelhos sem a Corning Gorilla Glass no Brasil, como muitos usuários seguem relatando em fóruns on-line. Embora, mais uma vez, diga que não pode falar em nome de outras empresas. "Seria uma ideia não muito inteligente. Não creio que deva ser verdade".
Por que as telas dos smartphones se quebram sozinhas? Participe da discussão no fórum do TechTudo
A Corning continua sendo uma empresa muito, mas muito reservada. O próprio stand na CES 2013, pequeno e localizado no fundo de um dos pavilhões, deixava claro que a fabricante não queria aparecer muito. Ainda assim, o público aparecia e fazia sempre as mesmas perguntas, principalmente voltadas a entender como conservar a telinha e qual seria o limite de sua resistência. "O melhor a fazer para proteger sua tela é cuidar dela. Não deixá-la cair e evitar ao máximo arranhar. Afinal, um primeiro arranhão pode comprometer toda a estabilidade do produto. Ou seja, a melhor dica ainda é prevenir", aconselha Marcia. Embora todos saibam que, já que os tombos são inevitáveis, é sempre bom dar uma rezadinha após ver seu S3, iPhone ou afim se espatifar no chão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário